O de sempre – Sessão 05

16 jul

Eu sei, nunca mais vim aqui. Não gosto desse negócio de terapia. Quero carregar minhas dores, não apagar as cicatrizes. Quero viver assim.

Mas dias desses ouvi uma coisa que me incomodou. Me incomoda, martela na minha cabeça.

Estava criando com uma amiga e não acreditei que em pleno 2012 ainda existam meninas que sonham com um príncipe encantado.  Ela argumentou, falou para eu pensar em adolescentes, com menos bagagem, essas coisas. Eu não acreditava, não conseguia. Quando eu era adolescente, talvez. Agora? Impossível. Não comprei a história.

Não estou aqui para falar do quanto me tornei cínica e descrente sobre amor e essas coisas. Don’t ask about my business, Kay.  E aqui não é lugar para falar sobre isso. Voltemos ao que importa.  Aí minha amiga veio com a frase matadora. Você está muito fechada no seu mundo. Nocaute. E doeu. Sabe porque? Por que ela está certa.

Moro em São Paulo há 3 anos. Okay, quase 3. E desde então, nunca mais saí do eixo Perdizes – Higienópolis – Consolação – Bela Vista- Jardins. O Café de sempre, a livraria de sempre, o bar de sempre, a Av Paulista de sempre. As pessoas de sempre. De sempre.  Onde estão as minhas histórias?

Ah… Não quero falar mais. Ando quieta mesmo. Não, não quero falar sobre isso também. Quero novos ares.

 

 

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